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    27/02/2020 10h58 - Atualizado em 27/02/2020

    Opinião: Plano da Cidade

    Gilberto Almeida

    “Você pode encarar um erro como uma besteira a ser esquecida ou como um resultado que aponta uma nova direção.” Steve Jobs.

     

    Terminada a folia carnavalesca, início da quaresma, é também o tempo de intensificar os entendimentos políticos visando à formação de chapas para concorrer ao pleito municipal de outubro.
    Até agora, vimos um amontoado de candidatos apresentando seus nomes, suas biografias e seus feitos passados na tentativa de garantir que serão a solução para os problemas da cidade, tanto nos equívocos administrativos que vêm há anos acontecendo, quanto, e talvez, principalmente, pelas relações políticas impregnadas de interesses menores e individuais, relegando soluções, que já deveriam ter sido tomadas há anos ao absoluto esquecimento.


    Atrevo-me, neste momento que os nomes são meras especulações e até com indefinições partidárias, a dizer que chegou o momento de se apresentar um grande projeto político-administrativo para a cidade, deixando para um segundo momento a escolha de quem o vai defender durante a campanha e o implementar na hipótese de vitória.


    A construção de um planejamento bem estruturado a balizar as ações governamentais do próximo Prefeito e mais que isto, o respaldo de segmentos sociais que nele acreditem, certamente será um passo fundamental para de fato mudarmos o estigma da “cidade do já teve”.


    Vejamos o exemplo do atual governo: a impressão é que o Prefeito, a quem conheço desde sua mais tenra idade e asseguro não ter perdido a postura herdada de seus pais, foi vítima de erros políticos que começaram na formação de sua equipe de governo que, pela inexperiência e imaturidade, preferiu o desvio das vaidades e do tecnicismo improdutivo, fenecendo em erros primários e fazendo ouvidos moucos aos reclamos populares direcionando o governo a resultados que, até o momento, não agradaram a população. Por outro lado, em busca de governabilidade especialmente na relação entre poderes, parece que o governo se escravizou pela velha política do “toma lá da cá” sofrendo impactos violentos na perda da capacidade de investimento, o que, por infortúnio, se agravou com a irresponsabilidade do ex-governador Fernando Pimentel (PT), quem permitiu que o Estado se apropriasse de forma irregular e perniciosa dos recursos que por força constitucional pertencem aos Municípios e que somente agora estão sendo recuperados a conta gotas.


    É hora de conhecermos um projeto técnico de governo, inovador e criativo, que nos permita sair desse quadro desolador, retomando nossa condição de polo regional.


    Tenho a mais absoluta certeza de que, estivesse o governo amparado por um bom projeto e não por um amontoado de propostas eleitorais e que o envolvimento de todos, independentemente de partidos, ideologias ou ambições pessoais, fizesse a retaguarda para expurgar os interesseiros sanguessugas da política, a cidade estaria em condições muito melhores tanto na realização de obras, quanto na manutenção dos serviços públicos essenciais e principalmente nas relações políticas com o Legislativo e com a comunidade.


    Apresentar este programa de governo não é apresentar um nome milagreiro, mas sim aceitar sem restrições que todos, seja da situação ou da oposição, tenham posição destacada nas pesquisas ou estejam em último lugar, para participar deste debate e por fim definir qual o perfil escolhido, fruto de capacidade pessoal, de experiência e de disposição de dialogar e colocar os interesses municipais acima de tudo e de seu caráter e disposição de se envolver verdadeiramente com o Plano da Cidade.


    Somente assim conseguiremos avanços e poderemos vislumbrar soluções para nossa cidade. Somente com idealismo, comprometimento e envolvimento dos segmentos sociais poderemos não somente ter um plano encadernado e bem apresentado, mas sobretudo um projeto, este sim vitorioso nas urnas e com a cidadania passense a lhe garantir de fato que as velhas práticas da política serão sepultadas em um passado de triste memória, mas que garantiu, pelo aprendizado, a servir de diretrizes que apontam para o futuro que a cidade merece.


    GILBERTO BATISTA DE ALMEIDA é engenheiro eletricista e ex-político.

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