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    25/01/2020 09h26 - Atualizado em 25/01/2020

    Avaliações positivas

    A pesquisa CNT/MDA divulgada na semana que passou é o primeiro grande levantamento a refletir os efeitos do aumento de consumo. As expectativas brasileiras, sobretudo na economia, foram elevadas

    A primeira pesquisa de opinião de 2020, recém-divulgada pela CNT e instituto MDA, mostra o eleitor brasileiro mais otimista com o país e com seus governantes em geral. Na média, os governadores e prefeitos aparecem até bem no retrato considerando as dificuldades dos estados e municípios.

    O levantamento CNT/MDA, com 2000 entrevistas, é a maior até agora a captar os efeitos do aumento do consumo e a intensa propaganda sobre a recuperação da economia nos últimos meses de 2019. No seu conjunto, a pesquisa aponta uma melhora no país tanto das perspectivas no presente como das expectativas de futuro. O humor do brasileiro está em alta, o que beneficia especialmente o presidente Bolsonaro mas também governadores e prefeitos.

    Na média, os governadores ostentam saldo positivo de avaliação, embora por margem estreita: 30,5% de ótimo/bom contra 27% de ruim/péssimo. Já os prefeitos estão empatando o jogo, com 34,4% positivos e 33,4% negativos. O quadro não é de conforto, sobretudo para os prefeitos que enfrentam eleições no fim do ano,.

    A popularidade de Bolsonaro, com 34,5% de ótimo/bom, está 3,5 pontos percentuais acima da média dos governadores, muitos dos quais no início do mandato como ele. A avaliação positiva do presidente está mais próxima às dos prefeitos, que já estão no último ano do mandato e vivem mais próximos do cidadão. Chama ainda atenção o padrão que vai se tornando comum na avaliação dos governantes no Brasil: mais ou menos um terço a favor, outro terço contra e o resto indiferente ou neutro. Os índices oscilam ora para um lado ora para o outro, mas a divisão da opinião pública em três grandes blocos equilibrados vem ocorrendo em todas as pesquisas.

    Não há dúvidas de que a economia turbinou os índices de Bolsonaro. A melhora de expectativas ocorreu principalmente em relação a emprego e renda. O peso do clima econômico na avaliação fica nítido na pergunta sobre os motivos para considerar que o Brasil está melhor agora do que antes: a economia recebeu maior número de
    citações, 48,7%.

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