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    23/12/2019 09h22 - Atualizado em 23/12/2019

    DANIEL PORTO SOARES, SUPERINTENDENTE-GERAL DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE PASSOS

    "Não fosse a mobilização regional, não estaríamos onde estamos"

    A Santa Casa de Misericórdia de Passos começa a tirar do papel um projeto que vem sendo desenvolvido há cerca de 10 anos, uma nova Cidade, da Saúde e do Saber, que vem sendo considerada como “um verdadeiro hub da vida saudável, um complexo de alcance livre de limites geográficos, fatores cruciais para promover o desenvolvimento humano, social, tecnológico e econômico”, na avaliação do superintendente-geral da Santa Casa, Daniel Porto Soares - formado em psicologia e pós-graduado em Administração Hospitalar, com especializações em Psicologia Social e Gestão em Planos de Saúde. Atuou na área de Consultoria Organizacional e Pesquisa de Mercado pela Fundação João Pinheiro.


    Ele explica que o projeto é um polo de desenvolvimento capaz de atrair novos investimentos na área de educação e assistência médica e, além disso, a Cidade da Saúde e do Saber tem o propósito de ser um protótipo de uma cidade saudável com o foco em inovação, pesquisa e desenvolvimento em um ambiente adequado e preparado.


    “Essa definição de “cidade das oportunidades” resume todo o conceito do projeto e nada mais é que a tradução do nosso sonho: oferecer um local aberto para todos aqueles que compartilham das mesmas ideias, valores e propósitos de crescimento e desenvolvimento. É nessa condição visionária e com esse olhar para o futuro que teremos um ambiente favorável para receber todos os avanços da medicina e todas as tecnologias”, revela nesta entrevista.

     

    Folha – A Santa Casa de Misericórdia de Passos dá largada, neste domingo, ao projeto da cidade da saúde e do saber. Mas na realidade essa ideia nasceu há 10 anos e vem sendo discutida e planejada nesse período, até com experiências internacionais, não é isso?

    Daniel - Exatamente. Um projeto desse patamar demanda muito estudo, pesquisa e visitas e é assim o nosso dia a dia desde o início. Em 2009, tive a oportunidade de realizar uma visita ao Canadá para conhecer o sistema de saúde do país que, inclusive, apresenta algumas características semelhantes ao Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil; mas o que me chamou atenção foi a integração que oferecem em cada momento de atenção demandada pela população. A partir de então, começamos a imaginar como seria possível construir um complexo para atender todos os momentos e eliminar a necessidade de mudar de um lugar para outro – e avançamos ainda mais quando inserimos a questão de sustentabilidade, que já é trabalhada na instituição. Assim, construímos uma equipe competente para dar “corpo” a nossa ideia e, consequentemente, transformar essa ideia em um projeto viável. E hoje, após todos esses anos e etapas, chegamos ao momento de entregar essa idealização de forma concreta para a nossa comunidade.

     

    Folha - E essa fase inicial, que é de terraplenagem e infraestrutura já tem data marcada para a inauguração? Qual o custo previsto para essa fase?

    Daniel - Nesse primeiro momento, iniciaremos o serviço de terraplanagem e infraestrutura e nossa meta é que tudo esteja concluído no dia 20 de dezembro do próximo ano, quando realizaremos a entrega oficial da infraestrutura da cidade e da chamada Praça do Legado, que também está no escopo da construção. Já o custo previsto para essa fase está na ordem de R$15 milhões.

     

    Folha - Como a entidade vai levantar esses recursos?

    Daniel - Os recursos serão viabilizados por meio de diversas estratégias, como as campanhas que realizamos junto à comunidade, ao terceiro setor, às empresas e até mesmo junto ao governo. Como exemplo, temos a Casa Amor, campanha que já está em sua terceira edição e, dessa vez, terá sua arrecadação dividida entre o custeio do Hospital Regional do Câncer (HRC) e os investimentos necessários para manter a estrutura adequada para os atendimentos realizados e então, o excedente, será destinado aos pontos da Cidade da Saúde e do Saber. Por isso é de extrema importância a colaboração da comunidade regional, lembrando que as regras da Casa Amor são assim: a cada R$150,00 doados, a pessoa ganha um bônus para concorrer a uma linda casa no valor de R$700 mil – e o valor doado pode ser parcelado em até 10 vezes no cartão de crédito. E quem ainda não participou, tem tempo, pois o sorteio será em março.

     

    Folha - Quais os reflexos que essa iniciativa vai trazer para o município e para a região?

    Daniel - Com toda certeza, esse projeto, que já atrai e continuará atraindo os mais variados investimentos devido as suas múltiplas potencialidades regionais, será um marco para a nossa região em termos de desenvolvimento, será mesmo o antes e depois da saúde após a chegada desse empreendimento visionário. A Cidade da Saúde e do Saber é um verdadeiro hub da vida saudável, um complexo de alcance livre de limites geográficos, fatores cruciais para promover o desenvolvimento humano, social, tecnológico e econômico.

     

    Folha - Quando a Santa Casa surgiu, há mais de 100 anos, a ideia era concentrar no hospital o tratamento de doentes, com a internação e a assistência integral. Hoje, ao contrário, é evitar que o paciente fique no hospital. Com a Cidade da Saúde esse atendimento vai ser feito no hospital compartilhado com toda uma estrutura de uma cidade moderna e eficiente. Essa é a proposta?

    Daniel - A proposta é possibilitar uma vida saudável para todos, de modo que voltemos nossos olhares mais para as pessoas e menos para as doenças. Nosso intuito principal é estabelecer uma integração permanente entre saúde, ensino e pesquisa a favor da vida e também ter todas as tecnologias de uma smart city (cidade inteligente) humanizada, inteligente e saudável a fim de estimular desde hábitos saudáveis e ambientes restaurativos com longevidade saudável até tudo mais que for necessário. Teremos um novo modelo de assistência com todos os recursos tecnológicos que estejam a serviço da vida das pessoas e que contemple toda a integração de cada momento de atenção demandado pela população, seja na atenção primária com prevenção e proteção, na secundária com diagnósticos, estudos e análises ou na terciária, etapa onde se busca a estrutura de um hospital para restaurar a saúde.

     

    Folha - Vocês, como idealizadores desse projeto, o consideram uma “cidade de oportunidades” – o que significa isso?

    Daniel - É visível para todos que esse será um polo de desenvolvimento capaz de atrair novos investimentos na área de educação e assistência médica e, além disso, a Cidade da Saúde e do Saber tem o propósito de ser um protótipo de uma cidade saudável com o foco em inovação, pesquisa e desenvolvimento em um ambiente adequado e preparado. Essa definição de “cidade das oportunidades” resume todo o conceito do projeto e nada mais é que a tradução do nosso sonho: oferecer um local aberto para todos aqueles que compartilham das mesmas ideias, valores e propósitos de crescimento e desenvolvimento. É nessa condição visionária e com esse olhar para o futuro que teremos um ambiente favorável para receber todos os avanços da medicina e todas as tecnologias. Outro fator crucial desse micro universo é a área comercial, que contará com hotel, centro de convenções, salão de festas e todos os elementos que compõe uma cidade. Desse modo, toda oportunidade apresentada será avaliada de acordo com os critérios estabelecidos e então, será efetivada ou não.

     

    Folha - Pelo que já foi divulgado até agora, nela estão previstas instalações de padaria a hotel, passando por vila residencial, centro de convenções etc. Tudo isso poderá ser feito através de parceria público privada?

    Daniel - Sim, todas essas instalações, como padaria, hotel e moradia assistida, poderão contar com a participação público-privada, entretanto, ainda estamos na fase de análise jurídica em relação ao impacto que esse projeto pode trazer para a filantropia. Afinal, todos sabem que a filantropia é regida por normas e leis, então, conforme temos um leque fora da atividade principal que é a assistência médica hospitalar, necessitamos desse cuidado para não desencadear prejuízos para a Santa Casa. Então, tão logo tenhamos a conclusão desse estudo, definiremos um modelo de negócios de forma a viabilizar em alguns empreendimentos a participação público-privada.

     

    Folha - A Santa Casa tem essa área da cidade da saúde e do saber doada pela Fundação de Ensino Superior de Passos de cerca de 140 mil m2, que está inserida dentro de uma área maior, hoje de propriedade do Estado de Minas. Como o Estado tem uma dívida com o hospital, existe a possibilidade de negociar com o Governo esse restante de uma área não utilizada para futuros projetos?

    Daniel - É desejável que tenhamos sim uma ampliação da área porque, ainda que 140 mil metros pareça muito nos dias de hoje, toda a perspectiva do projeto está direcionada para o futuro e, por isso, trabalhamos com o cenário de quando a cidade terá aproximadamente 250 mil habitantes. Portanto, futuramente, quando a demanda de novos atendimentos junto ao avanço da medicina chegar já teremos uma cidade pronta para receber, afinal, nada está projetado com as soluções de hoje. Diante dessa justificativa e do nosso desejo, temos a intenção, sim, de viabilizar junto ao Estado a absorção dessa área para que, quando for preciso, a extensão e realização de novas atividades no local ocorram tranquilamente.

     

    Folha - A Santa Casa de Passos é uma das únicas no país que está conseguindo superar as profundas crises do setor, sendo uma referência na sua administração. Esse investimento milionário nesse novo projeto não poderia comprometer essa gestão eficiente?

    Daniel - De forma alguma. Não há nenhum risco nesse sentido. O planejamento financeiro para a execução dessa obra não pode e não deve interferir em nosso presente. Por isso, trabalhamos com uma engenharia financeira e, em um segundo momento, buscaremos financiamentos e doações internacionais. É importante esclarecer, também, que a implantação da Cidade da Saúde e do Saber acontecerá de forma gradativa, somente a infraestrutura será oferecida de “uma vez” porque ela precisa estar pronta para atender todas as oportunidades que surgirem ao longo do tempo.

     

    Folha - Qual a importância da mobilização regional em torno desse projeto?

    Daniel - Sem o abraço da comunidade, todo o avanço que a Santa Casa conseguiu nos últimos anos, não seria possível. Se não fosse essa mobilização regional, não estaríamos onde estamos. Então, mais do que nunca, nesse momento em que projetamos um desafio para a próxima década, essa resposta da comunidade é fundamental. Nessa semana o HRC completou 10 anos e, como prova dessa importância, vale lembrar que esse espaço só se tornou possível devido ao apoio da comunidade, que forneceu 100% de sua construção. E é tão surpreendente isso que durante esses dez anos, em nenhum momento a população negou nada para o desenvolvimento e para atender as necessidades do HRC. Aproveito então para convidar novamente toda nossa comunidade regional a abraçar mais ainda a campanha Casa Amor, reforçando que o valor doado pode ser dividido em até dez vezes no cartão de crédito e que a cada R$150,00 doados, a pessoa ganha um bônus para concorrer a uma casa avaliada em aproximadamente R$700 mil.

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